Pagamento com celular cresce 2.275% desde 2010

Dinheiro ou cartão? Telefone. Depois da regulação do sistema de pagamento móvel pelo governo brasileiro, os bancos começam a investir para que os clientes possam responder à pergunta sobre a forma de pagamento com essa opção.

Nos últimos cinco anos, a utilização de telefones celulares e outros dispositivos móveis em transações bancárias saltou 2.275%, segundo dados consolidados pelo Banco Central (BC). O crescimento supera o atendimento pela internet, que aumentou 135% no período e responde atualmente por 40% das operações realizadas.

O BB anunciou que seus clientes podem substituir o cartão físico tradicional pelo celular em algumas situações quando for mais prático do que o plástico. Funciona assim: o lojista informa a opção de pagamento e o valor da compra na máquina. Em seguida, em vez de entregar o cartão ao lojista, o cliente seleciona no smartphone qual cartão deseja utilizar e a forma de pagamento (débito ou crédito). Para finalizar a compra, basta aproximar o celular de uma maquina que tenha leitor sem contato, digitar a senha do cartão para, em seguida, o comprovante ser emitido. Toda a transação acontece em um único aplicativo do banco. Para compras abaixo de R$ 50, às vezes nem é exigida a senha para autorizar o pagamento.

O vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Raul Moreira, estima que 1 milhão de clientes ao longo deste ano passarão a utilizar o celular para fazer pagamentos em lojas dos 10 milhões usam o cartão de crédito todo mês.

Fonte: Estadão
Data da informação: 13/04/2015

Com rentabilidade superior ao CDI, "CDB das financeiras" ganha destaque


Letra de Câmbio, apesar do nome, não tem relação com o dólar; emissões do título de renda fixa subiram 43% em março na comparação anual.

O nome pode confundir, mas a Letra de Câmbio (LC) não tem relação com o dólar. E sim um título de renda fixa. A palavra câmbio tem o sentido de troca. A LC é emitida por financeiras para captação de dinheiro no mercado -daí vem o apelido de "CDB das financeiras", uma referência ao popular investimento Bancário.

Os investidores são atraídos pela rentabilidade acima da média do CDB dos bancos. É comum encontrar Letra de Câmbio com faixa de remuneração entre no% e 130% do CDI (taxa de juros do Certificado de Depósito Interbancário) e prazo de vencimento de dois anos. O Imposto de Renda segue a tabela regressiva.

O investimento mínimo inicial varia de acordo com o apetite da financeira e com o público almejado, com valores como R$ 100, R$ 10 mil ou R$ 500 mil. Uma desvantagem do produto é a baixa liquidez: não há mercado secundário e algumas financeiras não permitem o resgate antecipado (carência para recompra do título).

Mercado. Depois que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ampliou, em maio de 2013, a garantia de cobertura da Letra de Câmbio de R$ 70 mil para R$ 250 mil (por CPF e instituição), o mercado ganhou mais fôlego.

O crescimento do volume depositado em Letras de Câmbio foi de 43% na comparação de março com o mesmo mês de 2014, segundo dados da Cetip, central de registro de ativos e títulos. Já o estoque atingiu no mês passado R$ 4,6 bilhões, alta de 38% na comparação anual.

A Dacasa Financeira, braço do varejista Grupo Dadalto, começou a emitir Letra de Câmbio depois que o limite do FGC foi ampliado. O produto ofertado hoje exige investimento mínimo de R$ 20 mil, tem vencimento de dois anos (sem possibilidade de resgate antecipado) e rentabilidade de 128% do CDI.

Outra financeira, a Omni, atua na área de financiamento de veículos e motos para a classe C, além de oferecer bandeira de Cartão de Crédito para varejistas. Sua Letra de Câmbio paga 108% do CDI, com prazo de dois anos e aplicação mínima de R$ 1 mil. Segundo a Cetip, 27 financeiras fizeram emissões no mês de março. O acesso ao produto via corretoras e distribuidoras de valores faz crescer seu alcance, já que muitas financeiras atuam regionalmente.

Risco e retorno. A rentabilidade atraente da Letra de Câmbio não é só um prêmio pelo fato de

elas serem emitidas por instituições menores e, em tese, com maior risco. A relação também engloba a outra ponta: os empréstimos para clientes de financeiras têm juro alto.

A Dacasa, por exemplo, trabalha com crédito ao consumidor e Cartão de Crédito. O juro cobrado nessas modalidades é em torno de 10% ao mês (214% ao ano), enquanto o CDI está em torno de 12% ao ano. "Tem muita gordura, muita margem. Daí eu consigo pagar uma taxa maior ao investidor", diz Felippe Oliveira, coordenador de captação e relações com investidores da Dacasa Financeira. Na avaliação dele, a insegurança da renda variável não compensa quando é possível receber 16% ao ano com uma LC.

De acordo com o diretor financeiro da Omni, Nelson Rosa, o produto também tem se popularizado porque mais financeiras passaram a ter plataforma de distribuição própria, além das parcerias com corretoras. "O investidor está ficando mais familiarizado com a Letra de Câmbio. O risco é muito parecido com o da poupança, mas com taxa muito superior", avalia o diretor.

Segurança. Apesar da garantia do FGC, é sempre bom o investidor evitar dor de cabeça e buscar uma financeira com credibilidade. "Uma vantagem de adquirir a Letra de Câmbio na corretora é que nós fazemos uma análise prévia do balanço e da condição de crédito da empresa", diz o diretor de gestão de recursos da Ativa Investimentos, Arnaldo Curvello.

Outra maneira de reforçar a segurança é buscar financeiras que têm o selo Cetip Certifica. "Esse selo atesta que o título está registrado no nome do investidor", explica Ricardo Magalhães,gerente executivo de relações e projetos da Cetip.

PASSO A PASSO

O que é Letra de Câmbio

1 A Letra de Câmbio (LC) é um título de renda fixa emitido por financeiras. Apesar da palavra câmbio, não tem relação com dólar. A LC é apelidada de "CDB das financeiras", pois segue a mesma lógica do popular Certificado de Depósito Bancário (CDB).

2 A aplicação mínima depende da estratégia do emissor. A LC pode ser adquirida em financeiras ou corretoras.

3 Geralmente o rendimento é pós-fixado, atrelado a um porcentual do CDI (taxa do Certificado de Depósito Interbancário). A maioria rende mais que o CDI - na faixa de 120% - com resgate em dois anos.

4 0 Imposto de Renda

Segue a tabela regressiva. Já o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) só é cobrado se houver resgate antes de 30 dias.

5 O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) oferece cobertura a aplicações de até R$ 250 mil (por CPF e por instituição).

Fonte: Estadão
Data da informação: 13/04/2015

Eles têm medo do Uber


No Brasil, o cenário não tem sido em nada favorável ao Uber, popular e requisitado aplicativo produzido por uma startup americana de mesmo nome. Desde 2009, quando foi lançado, o app - cujo valor de mercado passa dos 45 bilhões de dólares - ganhou oposição ferrenha de dois rivais: taxistas e governos, cujos comandantes costumam se guiar por métodos ultrapassados. A oposição protestou contra o Uber em praticamente todas as 295 cidades, em 55 países, em que o serviço opera, via smartphones e tablets. Por que tamanha rixa? Taxistas veem o risco de serem substituídos pelos motoristas da startup, que fornece um meio de transporte privado mais eficiente, seguro e confiável. Já prefeituras e Estados se sentem compelidos a responder às queixas dos sindicatos de taxistas e, muitas vezes por pura preguiça (outras, por receio de mexer no status quo), acabam por forçar o Uber em direção à ilegalidade. A alegação costuma ser de que o app não está adequado à legislação. Na semana passada essa briga esquentou, com a eclosão de manifestações de taxistas em todas as cidades brasileiras em que há operação do aplicativo: Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital paulista, 2 500 profissionais engrossaram uma turba em frente ao Estádio do Pacaembu, e depois rumaram para a Câmara Municipal.

O movimento, incentivado por sindicatos e cooperativas, despertou atenção do poder público. A prefeitura optou por uma resposta simplista ao dizer que o app é ilegal, pois não teria embasamento na legislação. Pela lei brasileira, a atividade de transporte individual remunerado de passageiros só pode ser realizada por taxistas. O governo municipal, então, acusou o Uber de prover táxis clandestinos. A pressão já vinha ocorrendo desde 2014, quando o app estreou no Brasil. Em agosto, três motoristas foram multados por usarem o programa. Desde o início deste ano, a situação se agravou e as multas se multiplicaram por seis.

O Uber, por sua vez, defende-se dizendo que não é uma empresa de taxi. E não é, mesmo. A startup apenas desenvolveu uma tecnologia capaz de ligar motoristas particulares a seus clientes. Segundo o porta-voz da startup no Brasil, Fabio Sabba, "a diferença essencial entre o Uber e as cooperativas é que motoristas parceiros não ficam procurando passageiros pelas ruas, ou esperando em pontos; eles precisam ser, necessariamente, acionados pelo celular dos passageiros". Para pegar um táxi na rua, é só preciso ter dinheiro; para chamar um motorista do Uber, tem de instalar o app no smartphone, se cadastrar e requisitar o transporte.

Trata-se de um modelo inovador. Porém, como é com toda nova tecnologia, ou recurso, que surge, a legislação não estava preparada para ela. "É preciso considerar que antes do Uber simplesmente não havia o Uber. Nada mais natural que não exista uma regulamentação sobre, já que a problemática não existia", disse Sabba. A startup, que recentemente abriu escritório no Brasil, afirma estar aberta a negociar com todas as esferas públicas para se adequar a leis ou, o que seria sensato, pensar em normas que adequem o app à realidade brasileira - o mesmo caminho que foi tomado, por exemplo, nos Estados Unidos. O problema é se resolverem proibir o negócio só por ele ser inovador e, por isso, o governo não saber lidar com ele.

No mundo, o app do Uber faz a ponte com três tipos de transporte. O mais básico, e barato, é o serviço de caronas pagas. Há ainda o modelo de motoristas profissionais e um, bem mais caro, que fornece SUVs. No Brasil o único a operar é o intermediário, dos profissionais. Por ele, quando o passageiro solicita o carro vê no mesmo momento uma foto do motorista, com seu perfil completo (incluindo a nota dada por outros clientes; na escala de zero a cinco, só são mantidos os que têm média acima de 4,7) e sua localização no Google Maps, ou em outro GPS. Antes de aceitar um novo parceiro, a startup chega a levantar seu histórico criminal e depois cadastra seus dados. Mesmo após ser aceito, o motorista pode ser eliminado a qualquer momento se houverem deslizes apontados por clientes.

No Brasil, todos os carros utilizados foram fabricados a partir de 2010 e têm o perfil que o Uber define como executivo (na frota são usados modelos como Corolla, Azira e Sonata). O motorista normalmente veste terno, abre a porta para o passageiro, lhe oferece agrados como água, revistas e salgadinhos e deixa o ar-condicionado ligado e ajustado à preferência, sem reclamações. Após a corrida, o trajeto percorrido é enviado ao passageiro e o pagamento é feito automaticamente, via cartão de crédito. Como tudo é registrado instantaneamente e o valor do trajeto é definido de acordo com a rota estabelecida no Google Maps, é difícil enganar o cliente com caminhos maiores do que deveriam ser. Ou seja, o serviço, em média 5% mais caro que uma corrida igual de táxi, é muito superior a outras formas de transporte público.

É por sua qualidade que a novidade espanta taxistas. Calcula-se que o Uber faz com que táxis percam em média 1 000 trabalhos diários em São Paulo. Só na semana passada, o ritmo de downloads do programa aumentou 400% na cidade paulista. O sucesso é reflexo de que o consumidor prefere o Uber à velha alternativa.

Mesmo assim, correm atrás de proibi-lo, sem se importar que isso significaria prejudicar os milhões de clientes, em benefício de uma categoria bem específica, a dos taxistas. A manobra tenta imitar o que ocorreu em países como Espanha e Alemanha, que também tiveram dificuldade em receber a inovação e seguiram o fácil caminho de jogá-la na ilegalidade.

O pesadelo do Uber, porém, é apenas mais um exemplo da resistência cultural e burocrática que inovações tecnológicas enfrentam. Quando surgiu o primeiro carro, na França de 1771, obviamente não existiam semáforos, limites de velocidade, faixas de pedestres, qualquer lei de trânsito. A solução foi proibi-los e evitar a substituição de carroças? É claro que não.

Pelo mesmo problema passaram os livros digitais. Ao aparecerem, na década de 90, eles sofreram protestos alimentados por editoras de livros impressos. Na Europa, foram tentadas manobras para dificultar a chegada dos e-books. No fim, perceberam o quanto a inovação era vantajosa para quem mais importa, os leitores, e as leis tiverem de se adequar à novidade. Houve ainda uma consequência inesperada. O sucesso de livros digitais agora ajuda a alavancar também a venda dos modelos físicos - nos Estados Unidos, o comércio das versões impressas aumentou quase 3% no ano passado.

A grande maioria das inovações passa por períodos de resistência, da indústria que era (ridicularmente, para quem tem a vantagem da distância temporal) acusada de roubar trabalhadores do campo e prejudicar a vida deles durante a Revolução Industrial, à internet e o Netflix. Mas quando a tecnologia se revela disruptora, útil a todos e com poder de transformar a civilização, o mundo se vê obrigado a se adaptar a ela.

É claro que regulamentar é necessário, mas é fundamental se desprender de regras e mentes arcaicas na hora de construir novas leis para algo também completamente novo. Foi assim com fábricas, com a prensa de Gutenberg, com carros, com a TV, com a internet, com o Netflix... e, protestem ou não, deverá ser com o modelo de transporte urbano inaugurado com o Uber.

Fonte: Revista Veja
Data da informação: 13/04/2015

Empresa móvel: um sonho ainda distante


As tecnologias móveis modernas passaram por um período de revolução com o lançamento do primeiro iPhone. O dispositivo de consumo por excelência não demorou muito para avançar e trazer vantagens ao ambiente corporativo. Em menos de uma década, virou uma tarefa difícil encontrar uma empresa que não tenha abraçado smartphones e tablets para uso de seus funcionários, por vontade própria ou por pressão.

Não é difícil perceber o porquê disso. Afinal de contas, o potencial e os resultados a partir de estratégias da mobilidade são convincentes: uma força de trabalho equipada com ferramentas de fácil utilização amplia a produtividade e dá acesso a recursos em qualquer lugar e a qualquer hora.

Esse fascínio, na verdade, é certamente parte da razão de as organizações de TI dedicarem pelo menos 25% de seus orçamentos de software para o desenvolvimento de aplicativos, implantação e gerenciamento orientado ao mundo móvel, indica a IDC a partir de 2017.

A consultoria projeta que, nesse mesmo ano, a maioria dos sistemas empresariais serão construídos com a filosofia de "mobile first", em busca de melhor eficiência e produtividade para obterem vantagem competitiva.

A tendência de consumerização ou Byod – que significa que funcionários trarão seus próprios dispositivos para o local de trabalho – é um fator-chave que contribui para uma grande mudança no ambiente de computação empresarial.

De fato, o avanço dos recursos no ambiente de consumo faz com que as pessoas queiram ter as mesmas ferramentas móveis no trabalho que eles já se acostumaram a ter em suas vidas pessoais.

"Vivemos uma revolução", resume Eldad Eilam, CEO da provedora de soluções móveis HopTo. "Todo mundo está olhando para Byod", adiciona.

Um tsunami de dispositivos entrou pelos portões das empresas, observa Rana Kanaan, vice-presidente de produtos da Workspot, classificando esse movimento com o que chama de "a ascensão do cidadão corporativo". Isso é: o surgimento de funcionários de mentalidade independente que colocam um valor elevado na capacidade de trabalhar onde e quando quiserem.

O conjunto de tendências transforma a paisagem empresarial vista a até alguns anos. "Originalmente, trabalhávamos em computadores estáticos colocados sobre nossas mesas. Na primeira geração da empresa móvel, começamos a trabalhar a partir de algum outro lugar, mas ainda em computadores", observa o executivo.

Quando a tecnologia móvel começou a entrar no ambiente corporativo, os empregadores tentaram limitar o uso desses dispositivos ou dos recursos nele instalados. Mas os usuários rejeitaram essa abordagem. "A computação hoje acontece em todos os lugares. Controles e restrições não funcionam. Pior, revoltam os usuários", avalia Rana.

Os trabalhadores de hoje esperam simplesmente ser capazes de utilizar tecnologias que querem e de serem capazes de usá-las a qualquer momento, afirma Michael Luu, que é diretor de tecnologia da cidade californiana Milpitas. "A expectativa é que, mesmo se você estiver em férias, tende a responder e-mails", diz. "Isso é algo normal atualmente", adiciona.

Fornecedores de softwares empresariais estão correndo para atender estas expectativas de várias maneiras. Com a sua oferta de um serviço de espaço de trabalho móvel, por exemplo, a Workspot permite aos usuários acessar com segurança aplicativos e dados a partir de qualquer dispositivo, observa Luu, que utiliza a tecnologia

Empresas como a Salesforce, bem como outros gigantes da indústria de tecnologia, já se comprometeram a uma filosofia de iniciar os esforços na criação de aplicações primeiramente para rodarem em ambiente móvel. Pelo menos é o que defende Anna Rosenman, diretora sênior de marketing de produto para o Analytics da fornecedora de sistemas de gestão de clientes em nuvem.

"Se você olhar para o espaço de consumo, as pessoas passam pelo menos 50% do seu tempo em dispositivos móveis", comenta a executiva. "Temos visto um espelhamento desse comportamento também em nossos usuários".

O Facebook é outra empresa que trabalha uma oferta orientada à empresa móvel. Em fase beta, o At Work é "a pedra angular da experiência móvel", defende Elisabeth Diana, diretora de comunicações corporativas da rede social. "É uma aparência semelhante a do Facebook. A principal diferença é que a informação partilhada respeita o muro [virtual] das empresas".

A executiva afirma que "um punhado de companhias" testam a tecnologia. A ambição é ampliar esse contingente.

A HopTo trabalha com o objetivo principal de permitir que as empresas explorem a mobilidade aproveitando a infraestrutura existente baseada no Windows, incluindo Services Remote Desktop, Active Directory, sites do SharePoint e serviços de armazenamento em nuvem.

"O desafio que estamos vendo é que muitas empresas têm uma enorme quantidade de softwares legados que são usados para rodar o negócio", comenta Eilam. "E converter isso para o mundo móvel é extremamente desafiador", aponta.

Ambiente desafiador

Na verdade, mesmo que novas soluções surjam, há muitos desafios no horizonte. Segurança é um deles. Apontado com um grande problema, a expectativa é que até o final de 2015, apenas 15% das grandes empresas tenha padrões adequados de governança para suas iniciativas de mobilidade, de acordo com a IDC.

"Dispositivos móveis tendem a armazenar coisas localmente", observa Eilam, para acrescentar: "Isso cria um desafio realmente sério: documentar a expansão do ambiente". A resposta de HopTo para esse problema é manter o armazenamento nas estruturas de back-end, o que implica que os arquivos podem ser editados remotamente, mas são salvos de volta ao lugar em que foram abertos, como o SharePoint ou armazenamento em nuvem.

Rana, da Workspot, aponta para uma necessidade do que chama de segurança contextual. A ideia é construir tecnologia que possa reconhecer quando um usuário está tentando obter dados confidenciais em um dispositivo móvel e responder a isso com a exigência de autenticação extra."Esse é um grande desafio que a indústria precisa solucionar, especialmente quando se olha para setores regulados, como saúde e finanças", pontua.

Há também a necessidade de uma base comum para o desenvolvimento de aplicativos móveis, acredita. "É demorado e caro fazer aplicativos corporativos trabalharem nos smartphones", diz ela. "Não temos padronização e as empresas ainda estão lutando com isso", sinaliza.

Em suma, não há nenhuma dúvida de que o processo de mobilização do mundo empresarial está acontecendo rapidamente, mas ainda há muito a ser abordado. "Acho que continuaremos vendo esse mix de legado e tecnologias móveis para um par de décadas ainda", projeta Eilam, da HopTo.

Fonte: Computerworld
Data da informação: 13/04/2015

Classe C busca estratégias para driblar a crise

O atual momento de instabilidade econômica está levando a classe social C brasileira a buscar estratégias para driblar a crise, disse à Agência Brasil o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles. A classe C engloba os brasileiros cuja renda per capita, isto é, por pessoa, varia entre R$ 338,01 e R$ 1.184. A renda da classe média, que corresponde a 56% da população, subiu 71% nos últimos dez anos compreendidos entre 2005 e 2015. Em 2005, o poder de consumo da classe C somava em torno de R$ 791,47 bilhões e, este ano, a projeção é que alcance R$ 1,35 trilhão, informou Meirelles.

Pesquisa recente feita pelo Instituto Data Popular mostra que o pessimismo predomina em relação à vida do país: 55% dos brasileiros da classe C esperam piora do emprego este ano e 79% preveem que os preços seguirão subindo. Apesar disso, Meirelles disse que os brasileiros da classe C estão otimistas com relação à vida pessoal: "62% acham que a vida vai melhorar, porque confiam neles próprios, na capacidade de, por um lado, fazer economia. Estão pesquisando mais preços; como subiram as tarifas públicas, eles estão economizando na luz, estão comprando no atacado para fazer economia".

O presidente do Data Popular relatou que, por outro lado, as pessoas da classe C estão buscando uma renda extra. A pesquisa revela que 42% dos trabalhadores já estão fazendo o chamado "bico" para conseguir uma renda extra. "É o professor que passou a dar aulas em escola particular, é o cidadão que durante a semana trabalha em um escritório e vai trabalhar como garçom no sábado e domingo, são as pessoas que fazem um doce para vender no escritório. Estão se virando para não ter que dar um passo atrás no consumo".

Renato Meirelles disse que o crédito nunca foi tão importante para os trabalhadores da classe C como agora. Só que ao contrário da classe A, para a qual o Cartão de Crédito funciona mais como um meio de pagamento, para não andar com dinheiro vivo, para a classe C ele é, de fato, um instrumento de crédito. "Em geral, o pessoal da classe C tem dois cartões de Crédito e fica variando a data para conseguir até 40 dias para pagar. Ele procura vantagens econômicas efetivas para conseguir economizar o dinheiro ou ter aquele crédito tapa-buraco para garantir as compras no final do mês", relatou.

Por ser a maior classe do país, ela é a mais atingida pela crise, proporcionalmente. A análise individual mostra que a inflação afeta mais as classes D e E, que estão mais na informalidade. Meirelles avaliou, entretanto, que a classe C tem mais fôlego no momento de crise porque estudou mais "e cada ano de estudo equivale a 15,7% a mais no salário mínimo". Para a classe C, sustentou Meirelles, crise não é exceção. "Crise é regra. Esse cara cresceu na crise, aprendendo a se virar, e hoje está dando um jeito de manter as suas contas". Meirelles externou sua confiança na capacidade da classe média brasileira de conseguir manter seus sonhos de pé.

A vigilante Danielli de Souza Maia é um exemplo de trabalhadora que sabe se virar para garantir o consumo. Ela negocia com os vendedores do sacolão para obter preços mais baratos para os alimentos e prefere ir às compras pouco antes do fechamento do estabelecimento porque acredita que, dessa forma, tem mais condições de barganhar descontos. Muitas vezes, deixa de comprar em um lugar para fazer compras em outro que oferece melhores promoções. Danielli vende também bijuterias e faz bolo para poder ajudar que o orçamento familiar chegue até o outro mês.

Michele da Silva Miranda tem cinco filhos e trabalha em serviços gerais. Ela também prefere fazer compras nos dias em que há ofertas promocionais. "Levo o encarte, porque não aceito propaganda enganosa, porque o que ganho é pouco", Michele disse que vende produtos de beleza, passa roupa e, às vezes, até faz faxina na casa de terceiros. "Isso não é vergonha para ninguém, não. Me viro nos 30".

Fonte: Agencia Brasil
Data da informação: 13/04/2015

Engenheiros são os novos aliados do Marketing

Engenheiros são os novos aliados do Marketing . Esses e outros profissionais de exatas passam a ser prospectados pelo departamento por agregarem a capacidade analítica necessária para a tomada de decisão
Por Roberta Moraes, do Mundo do Marketing | 13/04/2015
roberta.moraes@mundodomarketing.com.br

Cálculos, pesquisas e análises são parte da rotina dos especialistas em ciências exatas, conhecimentos que estão levando matemáticos, estatísticos e, principalmente, engenheiros para dentro de departamentos de Marketing. Esses profissionais vêm contribuindo com sua visão analítica e capacidade de compreender todos os números gerados pelas métricas digitais ou o Big Data como um todo.

Como as decisões intuitivas não fazem parte do modelo contemporâneo de atuação, ter um funcionário que consiga fazer uma leitura minuciosa dos dados do Google Analytics e seus inúmeros indicadores, por exemplo, contribui para o sucesso das campanhas. Analisar o número de acessos, a taxa de rejeição, a visualização das páginas, a duração da visita, o engajamento e a conversão durante a ação contribui para que erros sejam minimizados e, principalmente, prejuízos evitados. Os profissionais de exatas tornam-se aliados dos especialistas em comunicação, que definem a forma das mensagens e têm a criatividade como seu diferencial.

Buscar a expertise de diversas áreas sempre foi uma realidade deste mercado, afinal, com poucas faculdades específicas para a formação de Marketing, fica difícil encontrar profissionais com este tipo de graduação. "A entrada de profissionais de diferentes áreas no Marketing teve início no início dos anos 2000, quando o segmento passou a contratar pessoas com viés financeiro, com a ideia de ter colaboradores com uma visão mercadológica e também um olhar quantitativo aplicado a números financeiros", comenta o especialista Vitor Pires, Professor de Planejamento Estratégico da ESPM-RJ, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Profissionais mais analíticos
Diante da necessidade do mercado em encontrar profissionais capazes de fazer uma leitura de números e dados para tomar decisão, há uma tendências de disciplinas voltadas para esses estudos fazerem parte da graduação em Marketing. "Cada vez mais as áreas de Gestão, Marketing e Comunicação vão necessitar de uma base quantitativa. O mundo gira em torno de números. Tudo é expresso em números, pois eles ajudam a quantificar. Esses profissionais podem ter uma formação complementada com disciplinas de estatística, pesquisa mais avançada e finanças. Essa tendência também é observada nos cursos de pós-graduação, que já começaram a oferecer essas cadeiras", explica o Professor Vitor Pires.

Para atender a essa demanda, as agências estão optando por formar equipes multidisciplinares capazes de resolver a equação formada por criatividade e análise de dados para, assim, ter campanhas cada vez mais eficazes. Com isso, publicitários e administradores passaram a ter, entre os colegas do dia a dia, engenheiros, cientista da computação, especialistas em tecnologia da Informação, matemáticos e estatísticos. Se antes a intuição do profissional de comunicação tinha grande valia, agora são os dados concretos que determinam como o investimento será feito.

Por conta dessa capacidade de pensamento sistêmico, racional, assertivo e a habilidade em gerenciar projetos, a Raccoon, agência de Marketing digital, é formada predominantemente por profissionais da área de ciências exatas. Apenas 10% dos colaboradores têm outras formações. A construção da equipe com este perfil foi definida ainda no plano de negócios da empresa. Depois de sair do Google, os sócios Tulio Kehdi e André Palis optaram por ir para São Carlos (SP), polo universitário, para estarem mais perto dos engenheiros.

Engenheiros no Marketing
A empresa que atua diretamente com performance, nasceu sabendo que seria mais fácil contar com o raciocínio analítico desta formação para garantir o bom desempenho de suas ações. Para isso, os sócios resolveram capacitar os profissionais de exatas com informações de Marketing Digital. "Esse era um dos diferenciais que queríamos na nossa empresa. Não fazia sentido ficar em São Paulo brigando por profissionais de publicidade com alguma expertise nas ferramentas, como Adwords, sabendo que outros tinham maior facilidade para a leitura desses dados", pondera Tulio Kehdi, formado em administração de empresas e Sócio da Raccoon, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Apesar de saberem que queriam montar uma agência formada basicamente por engenheiros, analistas de sistema e cientistas da computação, a dúvida dos sócios era se esses profissionais se interessariam pelo Marketing Digital. A aposta deu certo e, a cada recrutamento, eles percebem um aumento no número de candidatos. O resultado positivo também pode ser sentido pelos clientes da agência, que têm conseguido atingir aumento de 20% na performance dos investimentos em marketing online. Na carteira, estão marcas como Fastshop, Discovery Channel, Connect Parts, Eztec, Grupo Samba, Kabum e eFácil.

A escolha por esses profissionais é mais uma vantagem competitiva da empresa, do que uma questão de colocar engenheiros e publicitários em confronto no mercado de trabalho. "Não temos a pretensão de diminuir a importância do criativo, nem da publicidade em geral. O que esperamos é que a publicidade tenha o combinado dessas duas coisas. Tem muito espaço no online para ser criativo e inovador, mas existe uma área que cresce muito rápido, que é a parte de performance, que não é tão criativa. É mais focada para dados e resultados rápidos", pontua Tulio Kehdi.

Novo mercado que se abre
Se para alguns profissionais de comunicação esse movimento do mercado pode criar alguma insegurança, para os que escolheram a área de exatas um novo mundo começa a se abrir. Como o Marketing Digital não é a primeira opção de atuação, a ampliação do leque de oportunidade começa a fazer a diferença na vida de muitas pessoas. É o caso do engenheiro Bruno Melo, que se desencantou com a engenharia e a sisudez dos ambientes corporativos tradicionais ainda durante a faculdade. Após um estágio na área de formação, ele encontrou no Marketing Digital a satisfação profissional.

Atuando na Raccoon desde quando a empresa tinha apenas três meses de fundação, Bruno aprendeu na empresa as ferramentas necessárias para atuar na campanhas online. "Quando comecei, eu não conhecia a área e, em pouco tempo, fui vendo todas as possibilidades que ela poderia oferecer. O trabalho acaba sendo uma junção de habilidades. Eu consigo aproveitar o meu lado de exatas junto do criativo e do desenvolvimento de ferramentas, desenvolvendo um papel profissional mais completo", diz o Engenheiro Elétrico Bruno Melo, do Departamento de Marketing da Raccoon, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O clima informal das agências de Marketing surpreende esses profissionais que começam a se encantar com o universo da comunicação. "O ambiente é extremamente motivador, descontraído, onde todo mundo se sente muito à vontade e sabe a responsabilidade que tem. A hierarquia horizontal também é um dos grandes diferenciais, completamente diferente do que vemos nas multinacionais. Acredito que não encontraria tudo isso nas empresas de engenharia, pois elas ainda têm uma visão antiga de trabalho", exemplifica o Engenheiro Elétrico.

Equipe multidisciplinar
Se na agência de Marketing digital os engenheiros são quase a totalidade, na Kanui, e-commerce especializado em artigos esportivos, profissionais de exatas e humanas atuam em harmonia, um complementando o trabalho do outro. Enquanto jornalistas e publicitários administram os canais nas redes sociais e a melhor forma de impactar os clientes com comunicação, cabem aos engenheiros estudar os hábitos desses consumidores e definir qual a estratégia ideal para fideliza-los e garantir as próximas compras.

O resultado da soma do pensamento pragmático dos engenheiros com a capacidade de comunicação dos publicitários está sendo satisfatório para a Kanui. "Quando pensamos em um banner para um site, por exemplo, são os profissionais de comunicação que definem a forma da mensagem. Já os engenheiros entenderão porque uma determinada peça teve mais clique e serão capazes de separar os componentes do banner, como preço, tipo de foto e frete, por exemplo, para saber o que influenciou. Esses profissionais em conjunto conseguem chegar na melhor combinação a fim de otimizar todo o investimento de Marketing da empresa", explica o Engenheiro Bruno Nardon, Diretor e Marketing e Sócio da Kanui, em entrevista ao Mundo do Mareting.

Fonte: Mundo do Marketing
Data da informação: 13/04/2015

Pesquisa revela que objetivo da Geração Y é trabalhar em ambientes descontraído

No que depender dos jovens, é possível que o ambiente de trabalho do futuro seja um local onde o horário de entrada e o de saída fica ao gosto do funcionário, as roupas casuais não se limitam às sextas-feiras e, no intervalo, uma partida de videogame com o chefe é comum. Mas eles não querem apenas isso: planos de carreira bem estruturados e reconhecimento por metas atingidas estão entre as principais reivindicações dos profissionais de 23 a 27 anos, de acordo com pesquisa da plataforma de colocação profissional 99jobs. O levantamento descobriu que metade dos 1.625 entrevistados trabalhava em locais tradicionais, como bancos, indústria e governo. No entanto, quando perguntados sobre onde gostariam de atuar profissionalmente no futuro, a preferência por esse tipo de ambiente cai para 17%. As empresas de perfil informal — como agências de comunicação, startups e companhias inovadoras — foram escolhidas por 41% dos respondentes. Em segundo lugar, ficou a opção de abrir o próprio negócio, com 32%.

"As pessoas têm buscado trabalhos que façam sentido para elas. Não é o fato de poder usar bermuda ou ter uma mesa de pingue-pongue no escritório que faz a diferença, mas sim a iniciativa da organização em criar um ambiente em que o funcionário veja um propósito naquilo que está fazendo", analisa Alexandre Pellaes, porta-voz da 99jobs. Quando questionados sobre o nível de satisfação que tinham no trabalho atual, as notas dos entrevistados foram modestas. Numa escala de 1 a 10, os participantes da pesquisa deram 5,3 para a perspectiva de crescimento profissional; 5,6 para o nível de felicidade profissional e 5,7 para a percepção de sentido e utilidade naquilo que estão fazendo.

Os participantes apontam duas gigantes da tecnologia como empresas-modelo quando o assunto é trabalho que faz sentido: Google, citada por 58% dos profissionais, e Facebook, com 25% da preferência. "Em certa medida, existe romantismo em torno dessas organizações. Elas não escondem que os funcionários trabalham muito, mas vendem a ideia de que é divertido fazer parte da equipe de lá. O fato de terem estruturas de hierarquia mais horizontais, em que todos têm voz, é algo que atrai bastante os jovens", explica Pellaes.

A Natura, terceira empresa mais lembrada pelos entrevistados da pesquisa, foge do perfil descolado das primeiras colocadas. Para Fabiana Nakazone, gerente de Atração da companhia, o investimento em ações de marketing focadas no público jovem, o apelo à sustentabilidade e a valorização da diversidade são fatores que contribuem para a imagem da marca. "Nosso maior diferencial não é o home-office ou as roupas casuais, mas a oportunidade de estar envolvido em projetos que tenham impacto social e que envolvam pessoas de diferentes hieraquias", explica. "Liderança forte, comunicação clara e metas bem definidas são as principais diretrizes para reter talentos", afirma.

Visitante inusitado
A startup brasiliense Pinmypet tem espaço para videogame, frigobar com cerveja e Pitico, gato de quatro meses que visita o escritório uma vez por semana. Bruno Souza, 32 anos, dono do felino e um dos sócios da empresa, garante que o ambiente contribui para a motivação e a produtividade. "Depois de participarmos de um programa de aceleração de empresas no Vale do Silício, adotamos um modelo mais focado em resultados, em vez de cobrar cumprimento de horários e uso de roupa social", conta. Com cerca de um ano e meio de existência e nove funcionários, a companhia comercializa medalhas que permitem a identificação de bichos de estimação e tem uma rede social para pets com 5 mil usuários.

No escritório, o vestuário é casual, os horários são flexíveis, e quem preferir pode trabalhar de casa. No entanto, a diversão tem hora. "Normalmente, assistimos a séries e jogamos videogame no fim do dia ou quando fazemos happy hour. Nas reuniões com clientes, usamos roupas mais formais", pondera Bruno. "A flexibilidade traz muita satisfação, mas, se não houver formas de controle sobre a produtividade, essa postura pode acabar comprometendo resultados", diz. O líder da equipe de desenvolvimento da startup, Wilckerson Ganda, 22 anos, trabalhou em ambientes formais e sente a diferença. "Fico confortável e tenho mais liberdade. Ao mesmo tempo, é preciso ter reponsabilidade, não dá para só brincar", afirma. Para ele, a estrutura contribui para que os processos sejam menos burocráticos e a relação entre as pessoas fique mais forte.

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE
Data da informação: 13/04/2015

Serasa mostra perfil dos brasileiros que mais buscaram crédito

Jovens Adultos da Periferia figuram no primeiro lugar da lista

Adultos Urbanos Estabelecidos aparecem no segundo lugar no ranking

Um estudo inédito da Serasa Experian revela o perfil dos brasileiros que solicitaram crédito aos bancos no início do ano de 2015, de 6 de janeiro a 6 de fevereiro. O levantamento leva em conta 11 grupos dominantes da sociedade brasileira, de acordo com a segmentação Mosaic Brasil. De todos os consumidores que buscaram crédito no período, o grupo com o maior percentual é o de Jovens Adultos da Periferia, responsável por 17,6% do total.

O grupo Jovens Adultos da Periferia é composto por moradores adultos de até 35 anos das periferias brasileiras, um dos protagonistas da ascensão da nova classe média. Este grupo é o que detém o maior percentual entre os 11 grupos dominantes da população, reunindo 16,8% dos cidadãos. Os Adultos Urbanos Estabelecidos aparecem em segundo na lista, com 17,0% do total de consultas de crédito, e têm, em geral, entre os 30 e 60 anos, boa escolaridade e já atingiram um padrão de vida relativamente confortável.

Em seguida, entre os grupos com maior percentual de consultas de crédito realizadas pelos bancos, vem a Massa Trabalhadora Urbana, responsável por 14,6% das consultas feitas. Este é outro segmento no qual predominam os jovens adultos de até 35 anos: são pessoas jovens, solteiras, moradoras de grandes áreas urbanas e iniciando suas carreiras. A lista segue com os Donos de Negócio (10,2%), grupo composto predominantemente por homens, na faixa de entre 25 e 55 anos e com negócio próprio. Veja, abaixo, a lista completa.

Quando analisamos o percentual de consultas de crédito dentro de cada grupo, o grupo com maior percentual de indivíduos que tiveram seus nomes consultados pelos bancos é o de Elites Brasileiras, que engloba os adultos acima de 30 anos, com alta escolaridade, bem-empregados ou donos do próprio negócio, desfrutando de alto padrão de vida. Do total de consumidores pertencentes a este grupo, 7% tiveram consultas de crédito feitas pelos bancos no período do estudo. A lista segue com o grupo Donos de Negócio (6,2%) em segundo lugar, Adultos Urbanos Estabelecidos (5,9%), a Juventude Trabalhadora Urbana (5,3%) em quarto, e os Jovens Adultos da Periferia (4,4%) na quinta colocação do ranking.

Fonte: Executivos Financeiros - Tecnologia & Finanças
Data da informação: 13/04/2015

Regional: IBGE estima crescimento de 3,6% na safra de 2015

De acordo com o terceiro Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de 2015, divulgado pelo IBGE, referente ao mês de março, a estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas aponta para um total de 199,7 milhões de toneladas, 3,6% acima da safra obtida em 2014 (192,8 milhões toneladas). A estimativa da área colhida para 2015 é de 57,3 milhões de hectares, crescimento de 1,7% frente a 2014 (56,3 milhões de hectares).
A região Centro-Oeste, principal celeiro do país, apresentou estimativa de queda de 2,9% na Safra de 2015, distribuídos entre Mato Grosso (-0,3%), Mato Grosso do Sul (-1,5%) e Goiás (-8,0%). Por outro lado, a produção agrícola do Nordeste deverá repetir o bom desempenho de 2014 e crescer perto de 20,0% nesta safra. O Sudeste e o Sul, após respectivos recuos de 9,3% e 3,1% na última safra, deverão exibir crescimento nesse ano.
Arroz, milho e soja são os principais produtos do grupo pesquisado pelo IBGE, representando 91,6% da estimativa de produção e 85,5% da área a ser colhida do país. Para o primeiro, a previsão é de um crescimento tímido (0,6%), puxado pelo Norte (0,8%) e pelo Sul (1,8%). Já o milho apresentou uma estimativa de crescimento de 1,1% para a 1ª Safra e uma queda de 6,7% para a segunda. A soja, que tem maior participação na safra brasileira, mostrou previsão de crescimento em todas as regiões. Nacionalmente, a estimativa da produção da soja é de um acréscimo de 9,7% em relação ao ano anterior, com destaque para as regiões Nordeste (26,4%) e Sul (15,5%).

Brasil – Relatório Focus estanca perspectivas negativas para 2015



O último boletim Focus demonstra que o mercado
estancou as revisões baixistas das expectativas de
crescimento econômico para 2015.
Comparativamente à semana anterior, a mediana das
projeções para o PIB em 2015 permaneceu em -
1,01%. Para 2016, no entanto, o PIB foi revisado para
1,00% ante 1,10%.
Diante da perspectiva ainda desfavorável para a atividade, a expectativa para o IPCA neste ano foi revisada para baixo pela primeira vez em 14 semanas (de 8,20% para 8,13% a.a.). A projeção do mercado para o índice de inflação em 2016 se manteve inalterada (5,6%), sinalizando a dificuldade que o Banco Central vem encontrando para diminuir as expectativas frente à intensificação do processo de realinhamento de preços relativos. A taxa de câmbio, que consiste no outro elemento que compõe esse processo, manteve expectativa estável em R$/US$ 3,25 e R$/US$ 3,30 para 2015 e 2016, respectivamente. Entretanto, a melhora, ainda que marginal, do balanço de riscos inflacionários não foi suficiente para alterar as expectativas com relação à condução da política monetária. A taxa Selic permaneceu nos patamares da pesquisa anterior em 2015 (13,25% a.a.) e 2016 (11,50% a.a.).